Mensagem dada pelo irmão C. Goldfinch
Podemos, por favor, abrir a Bíblia no livro de Juízes, no capítulo 6, versículo 16? A história de Gideão, como a maioria de nós já conhece.
Podemos, por favor, abrir a Bíblia no livro de Juízes, no capítulo 6, versículo 16? A história de Gideão, como a maioria de nós já conhece.
Vamos ler juntos 2 Coríntios, capítulo 11, por favor? 2ª epístola de Paulo aos Coríntios, capítulo 11, versículo 31.
A passagem lida: Marcos 11:1-11
Texto corrido, contendo todas as palavras (salvo alguma falha minha) usadas por Mateus, Marcos, Lucas e João, com Sua prisão, os 3 interrogatórios pelos judeus e 3 julgamentos por gentios, Sua morte e sepultamento.
E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, e também os Seus discípulos O seguiram. Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a Seus discípulos: “Orai, para que não entreis em tentação Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.”
E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se, a ter pavor e a angustiar-Se muito. Então lhes disse: “A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo”.
E, indo um pouco mais para diante, cerca de um tiro de pedra; e, pondo-Se de joelhos, prostrou-Se em terra sobre o Seu rosto, orando para que, se fosse possível, passasse dEle aquela hora.
E disse: “Aba Pai, se é possível, passe de Mim este cálice; todavia, não seja como Eu quero, mas como Tu queres; não se faça a Minha vontade, mas a Tua”.
E, voltando para os Seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: “Simão, dormes? Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
E, indo segunda vez, orou, dizendo: “Pai Meu, se este cálice não pode passar de Mim sem Eu o beber, faça-se a Tua vontade”.
E, voltando, achou-os outra vez adormecidos; porque os seus olhos estavam pesados, e não sabiam o que responder-Lhe
E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
E apareceu-Lhe um anjo do Céu, que O fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o Seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão.
E, levantando-Se da oração, veio para os Seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza. E disse-lhes: “Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação. Dormi agora, e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que Me trai.”
E Judas, que O traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes Se ajuntava ali com os Seus discípulos.
Tendo, pois, Judas recebido a coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes e armas.
E, estando Ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, enviada pelos príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e pelos anciãos do povo.
Ora, o que O traía, tinha-lhes dado um sinal, dizendo: “Aquele que eu beijar, esse é; prendei-O, e levai-O com segurança.”
E logo que chegou, aproximando-se de Jesus, disse: “Rabi, Rabi, eu Te saúdo”; e beijou-O. Jesus, porém, lhe disse: “Amigo, a que vieste? Judas, com um beijo trais o Filho do homem?”
Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre Ele haviam de vir, adiantou-Se, e disse-lhes: “A quem buscais?” Responderam-Lhe: “A Jesus Nazareno.” Disse-lhes Jesus: “Sou Eu.” E Judas, que O traía, estava com eles. Quando, pois, lhes disse: “Sou Eu”, recuaram, e caíram por terra. Tornou-lhes, pois, a perguntar: “A quem buscais?” E eles disseram: “A Jesus Nazareno.” Jesus respondeu: “Já vos disse que sou Eu; se, pois, Me buscais a Mim, deixai ir estes”; para que se cumprisse a palavra que tinha dito: “Dos que Me deste nenhum deles perdi.”
Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e O prenderam.
E, vendo os que estavam com Ele o que ia suceder, disseram-Lhe: “Senhor, feriremos à espada?”
E eis que Simão Pedro, que tinha espada, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.
E, respondendo Jesus, disse: “Deixai-os; basta.” E, tocando-lhe a orelha, o curou.
Então Jesus disse-lhe: “Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão. Ou pensas tu que Eu não poderia agora orar a Meu Pai, e que Ele não Me daria mais de doze legiões de anjos? Como, pois, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim convém que aconteça? Não beberei Eu o cálice que o Pai Me deu?”
Então disse Jesus à multidão aos principais dos sacerdotes, e capitães do Templo, e anciãos, que tinham ido contra Ele: “Saístes, como para um salteador, com espadas e varapaus para Me prender? Todos os dias Me assentava junto de vós, ensinando no Templo, e não Me prendestes. Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas Mas tudo isto aconteceu para que se cumpram as escrituras dos profetas”.
Então, todos os discípulos, deixando-O, fugiram. E a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus e O maniataram.
E um certo jovem O seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe a mão. Mas ele, largando o lençol, fugiu nu.
E os que prenderam a Jesus O conduziram à casa do sumo sacerdote Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. Ora, Caifás era quem tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo.
E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos Seus discípulos e da Sua doutrina. Jesus lhe respondeu: “Eu falei abertamente ao mundo; Eu sempre ensinei na sinagoga e no Templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto. Para que Me perguntas a Mim? Pergunta aos que ouviram o que é que lhes ensinei; eis que eles sabem o que Eu lhes tenho dito.” E, tendo dito isto, um dos servidores que ali estavam, deu uma bofetada em Jesus, dizendo: “Assim respondes ao sumo sacerdote?” Respondeu-lhe Jesus: “Se falei mal, dá testemunho do mal; e, se bem, por que Me feres?” E Anás mandou-O, maniatado, ao sumo sacerdote Caifás.
E ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
E Simão Pedro e outro discípulo seguiram a Jesus de longe. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. E Pedro estava da parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro.
E tinham feito brasas, e se aquentavam, porque fazia frio. E, havendo-se acendido fogo no meio do pátio, estando todos sentados, assentou-se Pedro entre eles, aquentando-se ao lume, para ver o fim.
E os principais dos sacerdotes e os anciãos e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para O matar, e não o achavam. Apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, não o achavam. Porque muitos testificavam falsamente contra Ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
Mas, por fim chegaram duas testemunhas falsas, e disseram: “Nós ouvimos-Lhe dizer: Eu derrubarei este Templo de Deus, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens. “ E nem assim o seu testemunho era coerente.
E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: “Nada respondes? Que testificam estes contra Ti?” Mas Ele calou-Se, e nada respondeu. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-Lhe: “Conjuro-Te pelo Deus vivo que nos digas se Tu és o Cristo, o Filho do Deus Bendito”. Disse-lhe Jesus: “Tu o disseste; Eu o sou. Digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do Céu”.
E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: “Blasfemou; para que necessitamos de mais testemunhas? Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece?” E todos O consideraram culpado de morte, e respondendo, disseram: “É réu de morte”.
E os homens que detinham Jesus zombavam dEle, ferindo-O E alguns começaram a cuspir nEle, e a cobrir-Lhe o rosto, e a dar-Lhe punhadas. E os servidores davam-Lhe bofetadas, dizendo: “Profetiza-nos, Cristo, quem é o que Te bateu?” E outras muitas coisas diziam contra Ele, blasfemando.
E, estando Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote; e, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para ele, e disse: “Não és tu também dos discípulos deste homem? Tu também estavas com Jesus Nazareno, o galileu.” Mas ele negou-o diante de todos, dizendo: “Não O conheço, nem sei o que dizes.” E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou.
E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: “Este também estava com Jesus, o Nazareno”. E a [primeira] criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: “Este é um dos tais.” E vendo-o outro, disse: “Tu és também deles.” Mas Pedro disse: “Homem, não sou. Não conheço tal Homem” E o negou outra vez.
E, passada quase uma hora, um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse a Pedro: “Não te vi eu no horto com Ele?” E os que ali estavam disseram: “Verdadeiramente tu és um deles, pois a tua fala te denuncia; porque és também galileu, e tua fala é semelhante.” E Pedro começou a praguejar, e a jurar: “Não conheço esse homem de quem falais.” E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo segunda vez. E, virando-se o Senhor, olhou para Pedro, e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: “Antes que o galo cante duas vezes hoje, Me negarás três vezes.” E, saindo Pedro para fora, chorou amargamente.
E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo, e os escribas, formavam juntamente conselho contra Jesus, e O conduziram ao seu concílio, e Lhe perguntaram: “És tu o Cristo? Dize-no-lo.” Ele replicou: “Se vo-lo disser, não o crereis; e também, se vos perguntar, não Me respondereis, nem Me soltareis. Desde agora o Filho do homem se assentará à direita do poder de Deus.” E disseram todos: “Logo, és tu o Filho de Deus?” E Ele lhes disse: “Vós dizeis que Eu sou.” Então disseram: “De que mais testemunho necessitamos? Pois nós mesmos o ouvimos da Sua boca.”
E, levantando-se toda a multidão deles, e maniatando-O, O levaram e entregaram ao presidente Pôncio Pilatos.
E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.
Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, dizendo: “Pequei, traindo o sangue inocente”. Eles, porém, disseram: “Que nos importa? Isso é contigo”. E ele, atirando para o Templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar. E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: “Não é lícito colocá-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue”. E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. Por isso foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue. Então se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram, e deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou.
E foi Jesus apresentado ao presidente. Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: “Que acusação trazeis contra este homem?” Responderam, e disseram-lhe: “Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.” Disse-lhes, pois, Pilatos: “Levai-O vós, e julgai-O segundo a vossa lei.” Disseram-lhe então os judeus: “A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.” (Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer). E começaram a acusá-lO, dizendo: “Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo que Ele mesmo é Cristo, o rei.”
Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-Lhe: “Tu és o Rei dos Judeus?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de Mim?” Pilatos respondeu: “Porventura sou eu judeu? A Tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-Te a Mim. Que fizeste?” Respondeu Jesus: “O Meu reino não é deste mundo; se o Meu reino fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos, para que Eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o Meu reino não é daqui.” Disse-Lhe, pois, Pilatos: “Logo Tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu dizes que Eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a Minha voz.” Disse-Lhe Pilatos: “Que é a verdade?”
E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. Disse-Lhe então Pilatos: “Não ouves quanto testificam contra Ti?” E nem uma palavra lhe respondeu, de sorte que o presidente estava muito maravilhado.
E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes, e à multidão: “Não acho culpa alguma neste homem.” Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: “Alvoroça o povo ensinando por toda a Judeia, começando desde a Galileia até aqui.”
Então Pilatos, ouvindo falar da Galileia, perguntou se aquele Homem era galileu. E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-O a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.
E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lO, por ter ouvido dEle muitas coisas; e esperava que Lhe veria fazer algum sinal. E interrogava-O com muitas palavras, mas Ele nada lhe respondia. E estavam os principais dos sacerdotes, e os escribas, acusando-O com grande veemência. E Herodes, com os seus soldados, desprezou-O e, escarnecendo dEle, vestiu-O de uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lO a Pilatos. E no mesmo dia, Pilatos e Herodes entre si se fizeram amigos; pois dantes andavam em inimizade um com o outro.
E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo, disse-lhes: “Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-O na vossa presença, nenhuma culpa, das de que O acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá-lO-ei, pois, e soltá-lO-ei.” E disse-lhes: “Não acho nEle crime algum.” Mas toda a multidão clamou a uma, dizendo: “Fora daqui com este, e solta-nos Barrabás.”
Ora, no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem, escolhendo o povo aquele que quisesse. E havia um preso bem conhecido chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte. E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito. E Pilatos lhes respondeu, dizendo: “Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo? Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?” Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado.
E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: “Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dEle”.
Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus.
E, respondendo o presidente, disse-lhes: “Qual desses dois quereis vós que eu solte?” E eles disseram: “Barrabás”. Disse-lhes Pilatos: “Que farei então de Jesus, chamado Cristo a quem chamais Rei dos Judeus?” Disseram-lhe todos: “Seja crucificado. Crucifica-O, crucifica-O”.
O presidente, porém, disse: “Mas que mal fez Ele?” E eles mais clamavam, dizendo: “Seja crucificado”.
Então ele, pela terceira vez, lhes disse: “Mas que mal fez este? Não acho nEle culpa alguma de morte. Castigá-lO-ei pois, e soltá-lO-ei.” Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos, e os dos principais dos sacerdotes, redobravam.
Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: “Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso”. E, respondendo todo o povo, disse: “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”.
Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, julgou que devia fazer o que eles pediam. E soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas mandou açoitar Jesus,
E logo os soldados do presidente, conduzindo Jesus dentro à sala, que é a da audiência, reuniram junto dEle toda a coorte. E, despindo-O, O cobriram com uma capa de escarlate; e, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e em Sua mão direita uma cana; e, ajoelhando diante dEle, o escarneciam, dizendo: “Salve, Rei dos judeus”. E, cuspindo nEle, tiraram-Lhe a cana, e batiam-Lhe com ela na cabeça. E davam-Lhe bofetadas. E, depois de o haverem escarnecido, tiraram-Lhe a capa, vestiram-Lhe as Suas vestes.
Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: “Eis aqui vo-lO trago fora, para que saibais que não acho nEle crime algum”. Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: “Eis aqui o Homem.” Vendo-O, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: “Crucifica-O, crucifica-O.” Disse-lhes Pilatos: “Tomai-O vós, e crucificai-O; porque eu nenhum crime acho nEle.” Responderam-lhe os judeus: “Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque Se fez Filho de Deus.”
E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou. E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: “De onde és Tu?” Mas Jesus não lhe deu resposta. Disse-Lhe, pois, Pilatos: “Não me falas a mim? Não sabes Tu que tenho poder para Te crucificar e tenho poder para Te soltar?” Respondeu Jesus: “Nenhum poder terias contra Mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que Me entregou a ti maior pecado tem.” Desde então Pilatos procurava soltá-lO; mas os judeus clamavam, dizendo: “Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.” Ouvindo, pois, Pilatos este dito, levou Jesus para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá. E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: “Eis aqui o vosso Rei.” Mas eles bradaram: “Tira, tira, crucifica-O.” Disse-lhes Pilatos: “Hei de crucificar o vosso Rei?” Responderam os principais dos sacerdotes: “Não temos rei, senão César.”
Então, consequentemente entregou-lhO, para que fosse crucificado.
E O levaram para fora a fim de ser crucificado, levando Ele às costas a Sua cruz. E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a quem constrangeram a levar a Sua cruz após Jesus.
E seguia-O grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e O lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: “Filhas de Jerusalém, não choreis por Mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós, e aos outeiros: Cobri-nos. Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?”
E também conduziram outros dois, que eram malfeitores, para com Ele serem mortos. E, chegando ao lugar chamado em hebraico Gólgota, que se diz: Lugar da Caveira, deram-Lhe a beber vinagre misturado com fel; mas Ele, provando-o, não quis beber.
E era a hora terceira, e ali O crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda, e Jesus no meio, cumprindo-se a escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. E dizia Jesus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: “Este é Jesus Nazareno, o Rei dos judeus”. E muitos dos judeus leram este título; porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim. Diziam, pois, os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: “Não escrevas, O Rei dos judeus, mas que Ele disse: Sou o Rei dos judeus.” Respondeu Pilatos: “O que escrevi, escrevi.”
Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as Suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: “Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será.”
E junto à cruz de Jesus estava Sua mãe, e a irmã de Sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali Sua mãe, e que o discípulo a quem Ele amava estava presente, disse à Sua mãe: “Mulher, eis aí o teu filho.” Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe.” E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.
E os que passavam blasfemavam dEle, meneando as cabeças, e dizendo: “Ah! Tu, que destróis o Templo, e em três dias o reedificas, salva-Te a Ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz”.
E da mesma maneira também os príncipes dos sacerdotes, com os escribas, e anciãos, e fariseus, escarnecendo, diziam uns aos outros: “Salvou os outros, e a Si mesmo não pode salvar-Se. Se é o Cristo, o escolhido de Deus, o Rei de Israel, desça agora da cruz, e crê-lo-emos. Confiou em Deus; livre-O agora, se O ama; porque disse: Sou Filho de Deus “.
E também os soldados O escarneciam, chegando-se a Ele, e apresentando-Lhe vinagre. E dizendo: “Se Tu és o Rei dos Judeus, salva-Te a Ti mesmo.” E o mesmo Lhe lançaram também em rosto os salteadores que com Ele estavam crucificados.
E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dEle, dizendo: “Se Tu és o Cristo, salva-Te a Ti mesmo, e a nós.” Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: “Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez”. E disse a Jesus: “Senhor, lembra-Te de mim, quando entrares no Teu reino.” E disse-lhe Jesus: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”
E desde a hora sexta houve trevas sobre toda a Terra, até à hora nona, escurecendo-se o Sol. E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: “Eli, Eli, lamá sabactáni”; isto é, “Deus meu, Deus meu, por que Me desamparaste?” E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: “Este chama por Elias”.
Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: “Tenho sede.” Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E logo um deles, correndo, tomou uma esponja, e embebeu-a em vinagre, e, pondo-a numa cana, dava-Lhe de beber. Os outros, porém, diziam: “Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lO”.
E, quando Jesus tomou o vinagre, disse, clamando com grande voz: “Está consumado.” E disse: “Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito”.E, inclinando a cabeça, entregou o espírito e expirou. E eis que o véu do Templo se rasgou em dois, ao meio, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras; e abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dEle, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos.
E o centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo que assim clamando expirara, e vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: “Verdadeiramente este Homem era justo; era o Filho de Deus”.
Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Foram, pois, os soldados, e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro, e ao outro que como ele fora crucificado; mas, vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas. Contudo um dos soldados Lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais. Porque isto aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos Seus ossos será quebrado. E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.
E estavam ali, olhando de longe, todos os Seus conhecidos, e muitas mulheres que tinham seguido Jesus desde a Galileia, para o servir, e que tinham subido com Ele a Jerusalém. entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé, a mãe dos filhos de Zebedeu.
E toda a multidão que se ajuntara a este espetáculo, vendo o que havia acontecido, voltava batendo nos peitos.
E, chegada a tarde, porquanto era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, chegou José de Arimatéia, cidade dos judeus, homem de bem e justo, rico e senador honrado, que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros, que também era discípulo de Jesus (mas oculto, por medo dos judeus) e esperava o Reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José; o qual comprara um lençol fino. E foi também Nicodemos (aquele que anteriormente se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem arráteis de um composto de mirra e aloés. E, tirando-O da cruz, O envolveram no fino e limpo lençol, com as especiarias, como os judeus costumam fazer, na preparação para o sepulcro. E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado, e no horto um sepulcro novo, que José havia lavrado numa rocha, em que ainda ninguém havia sido posto. Ali, pois (por causa da preparação dos judeus, e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus. E rodando uma grande pedra para a porta do sepulcro, retirou-se.
E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, mãe de José, assentadas defronte do sepulcro. E as mulheres, que tinham vindo com Ele da Galileia, seguiram também e viram o sepulcro, e como foi posto o Seu corpo. E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento.
E no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, dizendo: “Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, não se dê o caso que os Seus discípulos vão de noite, e O furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dentre os mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro”. E disse-lhes Pilatos: “Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes”. E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.
© 2026 W. J. Watterson
Mensagem dada pelo irmão C. Goldfinch Podemos, por favor, abrir a Bíblia no livro de Juízes, no capítulo 6, versículo 16? A história d...