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Tuesday, 24 November 2020

O amor não se ufana — Meditações 226

Desde o dia 21 de Março de 2020 a igreja local em Pirassununga esteve impossibilitada de reunir normalmente, devido à quarentena decretada no estado de São Paulo. Hoje já podemos reunir (com restrições) — estamos gratos por isso, mas não é o ideal. Durante este período tenho enviado aos irmãos e irmãs da igreja local pequenas mensagens de texto para nosso ânimo mútuo. Estas mensagens estão sendo arquivadas aqui — talvez ajudem mais alguém.

Friday, 14 August 2020

No coração de Deus

Em 1903 um servo de Deus, Cleland McAfee (1866-1944), recebeu a triste notícia de que as duas filhinhas de seu irmão haviam falecido, vítimas da difteria. Buscando consolo em Deus, ele escreveu a letra e a música de um hino que foi cantado pela primeira vez no dia do enterro das meninas.

Thursday, 2 January 2020

Queixe-se cada um ...


Jeremias diz: “De que se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados” (Lamentaçõe 3:39). Se muitos não admitem as próprias falhas e não gostam de ser repreendidos pelo que fizeram de errado, quem aprecia ser repreendido pelo que não fez? São profundas e dolorosas as feridas causadas pela acusação falsa.

Mas foi exatamente isso que aconteceu com nosso amado Senhor na cuz do Calvário! “Aqueles que Me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da Minha cabeça; aqueles que procuram destruir-Me, sendo injustamente Meus inimigos, são muitos; então restitui o que não furtei”. “Ele foi ferido pelas nossas trangressões, e moído pelas nossas iniquidades … o Senhor fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos … pela transgressão do meu povo foi Ele atingido … Ele levou sobre Si o pecado de muitos” (Salmo 69:4; Isaías 53:5-12).

“Teu sangue livremente vi correr ali na cruz;
Por que quiseste tanto assim sofrer, Senhor Jesus?
O Sol se esconde ao ver tamanha dor;
Mas, oh Senhor! Sou eu o transgressor!”

02/01/2020 © W. J. Watterson

Monday, 4 November 2019

Casa de vidro


Um famoso provérbio, conhecido pelo menos desde que Geoffrey Chaucer[1] escreveu “Troilus and Criseyde” (ca. 1380 a.D.), diz: “Quem mora em casa de vidro não deveria jogar pedras”. Aplicando isto a nós, reles mortais, o sentido é que nenhum de nós deveria criticar os outros, pois todos nós merecemos críticas também. Se eu jogar pedras na sua casa, a minha, sendo de vidro, é extremamente vulnerável às pedras que você talvez vier a jogar em mim.

Preciso me conscientizar mais disso. Aprendi, com o passar dos anos, a não jogar pedras nos outros, mas ainda não consigo ficar sem a vontade de jogá-las. Erros pequenos nos meus irmãos e irmãs me irritam, e sofro para controlar o impulso natural de tacar pedras (uma coisa que me ajuda é lembrar que eu também erro — e não são apenas “erros pequenos” — e que Deus me perdoou mais do que pede que eu perdoe).

A irritação faz mal à minha saúde, e prejudica minha comunhão com Deus. Por outro lado, o perdão traz paz e sossego à alma, e faz bem até para o corpo. Deus disse, muito antes de Chaucer: “A paz de espírito é saúde para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos” (Pv 14:30).

Senhor, ensina-me a não jogar pedras, e a nem pensar em jogá-las.






© W. J. Watterson

[1] Fonte: https://www.phrases.org.uk/bulletin_board/5/messages/519.html

Saturday, 30 December 2017

Rasgado!


Em Mateus caps. 26 e 27 vemos que, naquele dia tão solene da crucificação, houve três ocasiões diferentes em que algo foi rasgado.

Em primeiro lugar, lemos que “o sumo sacerdote rasgou as suas vestes” (26:65). Foi um ato hipócrita, fingindo estar escandalizado com a afirmação feita pelo Senhor. Sem perceber, porém, Caifás estava também indicando, simbolicamente, que o seu ofício de sacerdote havia acabado. Não precisamos mais de sacerdotes humanos, pois temos o próprio Filho de Deus (Hb 7:26-28).

Algumas horas mais tarde lemos que “o véu do Templo se rasgou em dois, de alto a baixo” (27:51). Este ato (acompanhado pelo rasgar das pedras e dos sepulcros) era um sinal divino de que Deus havia aprovado o sacrifício do Senhor na cruz. Não foram homens que rasgaram o véu; foi “de alto a baixo”, pela mão de Deus, indicando assim que o caminho para o santuário estava agora aberto (veja Hb 9:6-14).

E entre estes dois eventos, lemos estas palavras tão comoventes:“Tendo mandar açoitar a Jesus, entregou-O para ser crucificado” (27:26). Lembramos das palavras do Salmista sobre Israel, que se aplicam ao Senhor nesse momento:“Os lavradores araram sobre as Minhas costas; compridos fizeram os seus sulcos” (Sl 129:3). O açoite romano rasgou as costas do meu Salvador, para que hoje eu tivesse o direito de ser recebido com amor por Ele nos átrios eternos.

Quando nos reunirmos amanhã, no primeiro dia da semana (At 20:7), nas nossas respectivas igrejas para recordar dEle no Partir do Pão, lembremos que foi a agonia do Salvador que permitiu a abolição do sacerdócio e a abertura do santuário.

Que preço amargo, ó meu Senhor,
Pagaste em meu favor;
Teu Filho amado, singular,
Deitaste sobre o altar. (youtube)

© W. J. Watterson

Friday, 20 February 2015

Oração de um pai

São tão pequenas e vulneráveis,
Tão lindas e amáveis …
Ah, Senhor! Guarde-as em Tua mão,
Dando-lhes paz e proteção.

Que cresçam com saúde e vigor,

Três rosas lindas em Teu jardim;
Que aprendam cedo do Teu amor,
Amando a Ti bem mais que a mim.

Eu quero tê-las sempre!
Ah, Senhor; vou amá-las sempre!
Mas o que lhe peço mesmo (hoje e sempre)
E que sejam Tuas, meu Senhor.

Leve-as de mim, se preciso for,
Mas Pai, nunca as prive do Teu amor!
Meu Pai, pelo Teu grande amor,
Salve-as do inferno de horror,
E preserve-as para Teu louvor.
Pela Tua misericórdia, Senhor!
Amém!

08/05/2004

© W. J. Watterson

Thursday, 25 September 2014

Correção de Pai para filho

“Feriu-o como feriu aos que o feriram? Ou matou-o, assim como matou aos que foram mortos por Ele?” (Is 27:7).

Este versículo em Isaías parece, à primeira vista, um pouco difícil de entender. Quem feriu quem? Mas quando percebemos a mensagem do versículo, vemos mais uma confirmação do cuidado terno do Pai para conosco, mesmo quando Ele nos corrige.

Poderíamos traduzir o versículo assim: “Será que o Senhor feriu Israel da mesma forma que feriu os ímpios que feriram Israel? Será que Ele matou Israel, assim como fez com os ímpios que Ele matou?” A resposta, ímplicita na pergunta, é: “Não!” O Senhor está lembrando Seu povo que seria necessário castigá-los pela sua rebeldia, mas que Ele estaria agindo como um pai ao corrigir um filho, e não como um juiz ao condenar um réu. Como cantamos: “É por amor que nos castiga; mui perto está, e a dor mitiga; Deus é fiel” (Sarah Poulton Kalley, H. e C. nº 206).

Há muitos outros versículos que confirmam esta verdade: “Porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida” (Jr 30:11); “O Senhor me castigou muito, mas não me entregou à morte” (Sl 118:18); “Quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (I Co 11:32).

Portanto, que possamos receber a correção do Senhor humildemente, pois Ele nos corrige com amor, e por amor (Hb 12:5-7).

© W. J. Watterson

Tuesday, 15 January 2013

O Contrato do Casamento

Pesquisando sobre alianças em geral (e o casamento em particular), achei  um artigo no blog do Stephen Kanitz que mostra uma visão secular interessante sobre o casamento. Recomendo a leitura:

O Contrato de Casamento




© W. J. Watterson

Thursday, 10 November 2011

Amor que se dá

Finalizando esta pequena trilogia sobre o amor do Senhor (veja parte um e dois), considere as únicas três vezes no NT que lemos do Seu amor associado à frase “deu-Se a Si mesmo”:

  • Em Efésios 5:25 lemos que “Cristo amou a Igreja, e a Si mesmo Se entregou por Ela”. A Sua Noiva e o Seu Corpo, comprados com a Sua própria vida.
  • Mas este amor não foi somente um amor por uma entidade coletiva; Ele também amou cada um dos indivíduos que compõem esta Igreja. No v. 2 do mesmo capítulo lemos: “Cristo nos amou, e Se entregou a Si mesmo por nós”.
  • Ah, mas leia isso: “O Filho de Deus, que me amou, e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gálatas 2:20)! Não conseguimos nos aproximar mais do coração de Deus do que isto; não conseguimos achar verdade mais impressionante no Universo todo!

É glorioso pensar no Seu amor sacrifical pela Sua Noiva, e precioso lembrar que este amor abrange cada indivíduo na Igreja. Mas meu coração descansa nestas palavras preciosas, poderosas, e pessoais: Ele (o próprio Filho de Deus) me amou (a mim, pobre e inútil), e a Si mesmo Se entregou por mim!

Um velho hino em Inglês capta este pensamento. Apresento uma adaptação livre abaixo.

A manjedoura, o humilde lar…
Senhor, vieste a mim buscar?
Tua agonia no jardim;
Senhor, será que foi por mim?

Eu louvo a Deus, pois foi por mim.
Imenso amor! Sem par! Sem fim!
Eis a razão do meu louvor:
Morreu por mim, meu Redentor!

A zombaria, a intensa dor,
Coroa amarga, cruz de horror;
No rosto o sangue carmesim…
Senhor, será que foi por mim?

As trevas que ninguém mediu;
A dor que só Jesus sentiu;
A morte … quão terrível fim!
Senhor, será que foi por mim?

A morte já vencida está,
E Cristo em breve voltará,
Virá buscar Seu povo enfim;
Virá buscar até a mim!

© W. J. Watterson

Wednesday, 2 November 2011

O amor de Cristo

Tendo considerado o amor do Senhor Jesus, destaco agora as três vezes que encontramos no NT a expressão “o amor de Cristo”. Todas elas estão nas epístolas, e o uso do nome “Cristo” enfatiza a Sua divindade:

  • Nossa segurança em Cristo. Em Romanos 8:35 é destacada a certeza eterna que o cristão tem, de que ninguém, e nada, poderá nos separar do amor de Cristo. Como posso pensar em perder a salvação se o Salvador me ama? Como imaginar que Ele poderá me condenar, se nada pode me separar do Seu amor? O cristão tem certeza eterna da sua salvação porque ele descansa no amor de Cristo.
  • Nosso serviço para Cristo. Em II Coríntios 5:14 a ênfase recai sobre a nossa responsabilidade de proclamar o “ministério da reconciliação” (v. 18), porque “o amor de Cristo nos constrange”. Como não viver para Ele, se Ele morreu por mim (v. 15)? Como ficar calado diante de tal amor? O cristão sente-se forçado, constrangido a pregar o ministério da reconciliação, porque ele é constrangido pelo amor de Cristo.
  • Nossa satisfação com Cristo. E em Efésios 3:19 o apóstolo fala da necessidade de “conhecer o amor de Cristo”; é comunhão, conhecimento prático deste amor. Se formos fortalecidos pelo Espírito (v. 16), e pela fé Cristo habitar em nossos corações, arraigados e alicerçados em amor (v. 17), poderemos conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento. O cristão deve ter como alvo aqui na Terra conhecer o amor de Cristo.

O amor de Cristo é aquilo que me dá segurança presente e eterna, que me estimula a serviço dedicado e constante, e que satisfaz as aspirações do meu espírito.

© W. J. Watterson

Friday, 14 October 2011

Jesus amou…

Considere, rapidamente, os três contextos no Novo Testamento onde lemos do amor de nosso Senhor por algum indivíduo (repare, aqui, a repetição do nome “Jesus”):

  • Um amor inquestionável (Jo 11:3, 5). Lemos que “Jesus amava a Marta, e sua irmã, e a Lázaro”, e estes não tinham dúvidas sobre o Seu amor. Como é tocante o recado que lhe enviaram: “Senhor, eis que está enfermo aquele que Tu amas”. O Senhor os amava, e eles sabiam disto!
  • Um amor imutável (Jo 13:23; 19:26; 20:2; 21:7, 20). Cinco vezes no seu Evangelho João se descreve como o discípulo que Jesus amava. Não que ele fosse o único que nosso Senhor amava, nem mesmo o mais amado dos doze — João simplesmente apropriou para si a verdade preciosa do amor de Deus, como qualquer um de nós pode fazer. Mas leia as cinco passagens, e repare como as circunstâncias em cada um são diferentes. Quer o Senhor esteja na Ceia ou no Calvário, quer Ele olhe para João ao pé da cruz ou num barco pescando com os outros; quaisquer que fossem as circunstâncias, onde quer que João estivesse, ele era sempre “o discípulo a quem Jesus amava”. O Senhor o amava, e o amou até o fim!
  • Um amor imerecido (Mc 10:21). Este terceiro caso é diferente; um jovem que amou mais as riquezas do que o Senhor. Que tragédia! Mas Marcos escreve: “Jesus, olhando para ele, o amou”. Que amor misericordioso, divino!

Ele nos amou quando não tínhamos nenhum mérito, merecendo somente a condenação eterna. Ele nos ama hoje com um amor eterno, imutável. Que possamos descansar neste amor, seguros na certeza de que nada “pode nos separa do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:39).

© W. J. Watterson

Gideão (1969, conferência em Belfast, Irlanda do norte)

Mensagem dada pelo irmão C. Goldfinch   Podemos, por favor, abrir a Bíblia no livro de Juízes, no capítulo 6, versículo 16? A história d...